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Azar no amor romântico, sorte no amor próprio.

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Quem aqui nunca viu uma pessoa querida sofrer por amor? Quem aqui nunca passou por isso?

Eu já vi e vivi isso algumas vezes.

Quando passei por isso, e foram cinco longos anos sozinha, a solução que encontrei para não me martirizar e alimentar a solidão e o sofrimento foi focar todas as minhas energias e meus pensamentos no meu amor próprio. Troquei o foco de um amor romântico pelo amor que eu tinha o total poder em minhas mãos de realizar, o amor por mim mesma.

Disse para mim: “Carolina, Basta! Se você não consegue encontrar ninguém que possa cuidar, respeitar, ouvir, conversar e lhe fazer feliz, faça por conta própria”.

A partir da decisão tomada passei a prestar mais atenção em mim: um trabalho de autoconhecimento. Olhei para os lados não em busca de um homem que me amasse, mas sim para procurar quem já estava ali e me dava carinho, se preocupava comigo, percebi que tinha amigas e a minha família que se importavam comigo e estavam presentes na minha vida sem me deixar ficar sozinha e melancólica. Reparei que precisava me concentrar mais no trabalho e começar a alcançar as metas que havia traçado para mim. E assim fui tocando minha vida, um dia após o outro, estudando, trabalhando, curtindo minha família, meus amigos, passeando, ficando em forma, lendo, escrevendo e os anos foram passando sem o peso por não ter um namorado.

Obviamente não foram cinco anos de flores e purpurina no ar. Tinha dias que acordava e a solidão batia, principalmente, quando não tinha com quem conversar porque as amigas estavam todas namorando ou em família todos estavam viajando ou trabalhando. Nesses dias cinzentos eu escrevia para aliviar o peito da dor que estava sentindo.

Sempre haverá um dia após o outro, e, no dia seguinte, eu já amanhecia mais serena e olhando para a vida com mais esperança e alegria.

Portanto, o meu texto hoje é dedicado a você que está sofrendo por ainda não ter encontrado um amor romântico. Por ter se decepcionado mais uma vez. Repense sua vida, suas escolhas, suas prioridades, veja se há algum outro aspecto na sua vida que precisa de atenção e trate disso.

Às vezes, estamos tão descontentes e carentes que parece que a única solução para a nossa vida é encontrar alguém para ocupar esse vazio que sentimos dentro do peito, mas, acredite essa não é a solução. O outro só poderá nos preencher com aquilo que ele souber, tiver e quiser nos dá. E, na maioria das vezes, será bem menos do que realmente precisamos, pois, nossas necessidades só são sabidas, com precisão, por nós.

Olhe-se no espelho e veja seu corpo, será que está tudo em dia mesmo? Você está satisfeito com o que vê? Ou será que há algo a melhorar? Se tiver, coloque aí suas energias, sua atenção, seu foco, sua meta, sua preocupação. Cuide-se. E no trabalho? Está feliz lá? Suas metas pessoais estão alcançadas? Ou será que está na hora de dar uma virada? Um novo curso para concorrer aquela promoção pode ser um caminho? E sua mente como vai? Cheia? Tensa? Com tanto ruído que você mal consegue se escutar? Talvez seja uma boa silenciar, buscar algo que lhe tranquilize, que lhe ajude a parar e se ouvir, identificando o que sua alma está pedindo. Que tal tentar yoga, dança, terapia, reiki, não sei, também não sabe? Está aí outra coisa para focar: descubra o que pode lhe renovar e estimular o autoconhecimento. Seus amigos? Há quanto tempo não fala com aquela amiga querida que mora longe? Que tal ligar? Marcar um chopp? Qual foi a última vez que você viajou? Isso, viajou, nem precisa ser para muito longe, mas quando foi a última vez que você se permitiu sair da rotina, trocar de lugar, conhecer um novo pedaço do mundo? Faz tempo, hein. Talvez seja uma ótima hora para olhar o preço das pousadas naquele lugar super bacana que você quer conhecer há um tempão. E não é só isso, tem além da hospedagem, o transporte, o roteiro dos pontos turísticos, a mala, o clima, e quem sabe uma boa companhia (mãe, amiga, prima, quem seria uma boa ideia?). Nossa viu quanta coisa tem na sua vida que você está deixando de pensar, de resolver, de experimentar, de conhecer porque sua intenção está exclusivamente no amor romântico? Muita né.

Só que esse tipo de amor não depende exclusivamente de você. É preciso que haja no mundo outra pessoa na mesma sintonia que a sua e que também esteja tão disposto quanto você a embarcar nessa. E, ultimamente você não tem encontrado pessoas assim, certo? Então, talvez seja melhor trocar o disco, ouvir outra música e dançar conforme a vida está permitindo.

“As melhores coisas acontecem quando menos esperamos.”

Espero que você evolua, se cure, se ame e seja muito feliz.

Luz na caminhada (e no coração).

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A prática da solidariedade.

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Fazer o bem faz bem como conversamos no post (O bem sempre volta), se lembram?

E é curioso como essa onda do bem é forte e arrebata as pessoas sintonizadas nessa mesma vibração da prática da solidariedade.

Dias desses, uma amiga compartilhou um post no facebook de uma moça que estava arrecadando donativos para um abrigo de crianças e adolescentes com deficiência. Deste simples post, eu, outra amiga e minha mãe abraçamos essa campanha junto com outras pessoas. E não parou por aí, essa onda reverberou formando um grupo no facebook, chamado Unidos pela Solidariedade, contido de pessoas simples como eu e tantas outras afins de simplesmente praticar o bem.

A partir daquela campanha, me envolvi em outra causa (sobre uma associação beneficente para crianças autistas na baixada fluminense que corre o risco de ter que encerrar suas atividades por conta da verba não repassada pela prefeitura) e assim, sem perceber, já consegui contribuir um pouco para ajudar a tornar mais feliz a vida de outras pessoas.

Eu e essas minhas duas amigas conversávamos sobre a disparidade que escutamos de muita gente ao dizerem o quanto gostariam de ajudar o próximo, mas não o faz porque não conhece ninguém, nenhum lugar que precise e nem sabe como fazer. Então, quando divulgamos essas campanhas, estas mesmas pessoas se quer ajudam na propagação nas redes sociais (curtindo ou compartilhando), simplesmente, passam direto. Fingem que não é com elas.

Não consigo pensar assim. Acho que toda vez que consumo algum item (vestuário, acessório, alimento, celular, livro, objetivo de decoração etc) que não preciso, que não faz diferença nenhuma na minha vida e logo vou descartá-lo acabo contribuindo para a desigualdade no mundo e ajudo a poluir ainda mais o planeta.

Contudo, quando pratico o consumo consciente, colaboro comprando aquele doce que a moça da vendinha perto de casa produz e vende para ajudar na renda familiar, quando economizo água mesmo sabendo que tem tantos por aí que ainda lavam suas calçadas todas as manhãs com mangueira aberta, quando não coloco mais comida em meu prato no self-service além do que conseguirei comer e terei que desperdiçar, quando prestigio o comércio local do meu bairro para fazer aquela compra de pequenos itens durante a semana, quando busco uma causa social e contribuo, quando compartilho uma campanha de ajuda ao próximo nas minhas redes sociais e quando converso sobre a prática da solidariedade com alguém eu acredito que estou fazendo minha parte para tornar esse mundo melhor. Estou começando por mim a mudança que desejo para o mundo.

Pensando sobre tudo isso, chego à conclusão de que quando há um desejo real dentro de nós de retribuir a vida tudo de bom que recebemos, sempre encontramos um lugar e alguém a quem ajudar.

Por isso, hoje queria te fazer essa pergunta:

“Você deseja tornar esse mundo melhor? Se sim, o que vem fazendo para que isso aconteça?”

Não pense que é só ajuda financeira que pode realizar, a sua voz é muitas das vezes mais poderosa do que o dinheiro.

O apoio divulgando campanhas, causas, propagando justiça, bondade, fé, consciência social pode fazer (e muito) a diferença para melhor.

Se você quiser começar eu indico no final deste texto o grupo do qual citei anteriormente e deixo aqui outra dica: converse sobre essa vontade com outras pessoas, porque a energia que você vibra vai atrair outras pessoas na mesma sintonia de amor e paz.

Luz em nossa caminhada!

 

Grupo Unidos pela Solidariedade: https://www.facebook.com/groups/520529608095187/

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Amanhã não tem ninguém.

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Um livro dramático.

Entretanto, vale a leitura pela reflexão que somos levados a fazer sobre nossa família. Sabe aquela mania que temos de achar que a grama do vizinho é sempre mais verde do que a nossa? Então, com esse livro você aprende a dar mais valor aos pequenos gestos de carinho e atenção que encontramos em nosso núcleo familiar.

O livro apresenta cinco personagens de uma família muito religiosa, tradicional e inflexível. Apresenta como a falta do diálogo impacta nas emoções e na vida de todos: no trabalho, no casamento, com os filhos, netos, na escola. Para mim esse é o ponto alto do livro, mostrar que quando ocultamos nossos sentimentos, nossos sonhos, nossas opiniões em busca de evitar conflitos e manter a rotina o preço que a vida cobra é alto demais.

O preço da felicidade. Ninguém quer pagar esse preço, concorda? Então, por que ainda existe tanta falta de conversa entre os familiares?

Minha avaliação: leia e reflita sobre como são as relações na sua família. Se notar qualquer semelhança com a família do livro, por favor, mude. Não pague esse preço.

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O Primeiro amigo da vida.

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A relação entre mãe e filho começa do ventre e vai se fortalecendo a cada dia mais (pelo menos na maioria dos casos). Agora a relação de pai e filho é construída a partir do nascimento, onde nasce não apenas um filho como também um pai.

E, no dia de hoje, vamos falar dessa relação que nem sempre existe, nem sempre é possível, nem sempre é harmoniosa, mas, felizmente, na maioria dos casos ela existe é real e muito forte.

Meu texto hoje vai para todos aqueles homens que são Pais e honram esse título.

Quando nascemos a nossa mãe não é uma estranha, eu acredito que desde o seu ventre já a reconhecemos como a nossa origem, um pedaço de nós, e, ao chegarmos nesse mundo conhecemos uma outra pessoa que está sempre próxima ao lado daquela já conhecida por nós. E diariamente vamos conhecendo um ao outro, ele fica nervoso quando precisa dar o primeiro banho, trocar a fralda pela primeira vez, não entende por que o bebe não para de chorar (porque tem cólica), fica tenso com a nova responsabilidade que lhe é apresentada: ser responsável pela vida de alguém, seu filho.

Os anos se passam e a amizade só aumenta entre esses dois, o filho olha para ele e imagina o super-herói quando criança, o adolescente enfrenta e questiona a autoridade, o adulto compreende todo o esforço daquele homem por ele e percebe que seu pai é seu porto-seguro, seu exemplo, o primeiro amigo que teve na vida e, possivelmente, o maior também.

O pai é aquele que conversa, que educa, que dá limites, que ampara, orienta e dá a direção para que possamos seguir sem encontrar pela frente as mesmas pedras pelas quais ele já tirou do seu caminho.

Mas, nem sempre o pai é quem gerou, muitas vezes ele escolhe seu filho pelo coração, é um tio, padrinho, avô ou pai adotivo, não importa, porque o quê define um pai é aquilo que ele representa para o seu filho, os exemplos ensinados, os abraços dados, o apoio prestado, os conselhos, o incentivo, o carinho, o amor.

Se você tem um pai-amigo seja grato a vida por isso. Reconheça essa vitória. Abrace. Beije. Declare seu amor.

Ao meu pai e a todos os pais eu desejo um dia feliz, cheio de amor, alegria e muitas risadas ao lados de seus filhos.

Luz e paz.

 

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A homossexualidade e eu.

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Sabe quando estamos comendo e algo desce mal? Fica entalado. E precisamos beber vários copos de água até conseguir desobstruir a garganta? Então, era bem dessa forma que vinha me sentindo sobre como a questão da homossexualidade vem sendo abordada e tratada nos últimos tempos.

Coisas que vinham me incomodando profundamente e que eu comecei a olhar mais de perto a fim de compreender o outro lado, aquele que quase não tem voz nas mídias, aquele abafado pelos dogmas religiosos, aquele sufocado pela bancada ultraconservadora-evangélica-reacionária que encontramos na Câmara dos Deputados.

Para compreender, comecei a prestar mais atenção no discurso abafado, a ler mais sobre os ativistas que defendem os direitos dos homossexuais, fiquei mais atenta aos noticiários, a forma pela qual os homossexuais são retratados (caricaturados) nas mídias e fui bebendo da fonte da notícia, da literatura, de entrevistas para ir digerindo essa onda de ódio e perseguição que diariamente se apresenta na sociedade brasileira e, infelizmente, em outras sociedades mundo a fora.

No último dia 26 de junho deste ano, nos EUA, a Suprema Corte aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país, e, por conta disto, o Facebook lançou uma ferramenta simples para quem apoiasse essa causa pudesse usar e expressar pintando com as cores do arco-íris sua foto de perfil (acima vocês podem ver a minha) e assim eu e tantas outras pessoas coloriram seus perfis. Imediatamente as pessoas preconceituosas começaram a publicar em suas timelines foto de crianças subnutridas na África em protesto ao apoio que estava sendo dado à comunidade gay. Na hora, me questionei onde estas pessoas homofóbicas estavam esse tempo todo, que ainda não tinham se manifestado contra essa situação terrível da África? Onde elas estavam quando o Boko Haram sequestrou centenas de meninas e até hoje ninguém tem notícias delas?

O que as levam a atacar a quem estava celebrando a conquista da comunidade homossexual com toda essa tristeza, injustiça e tragédia da África? Por que ao invés de comparar situações incomparáveis elas não pensaram em como enviar alimentos àquelas crianças? Criar um manifesto cobrando das autoridades internacionais uma posição sobre as meninas sequestradas? E, então, cheguei à conclusão de que elas não fizeram (e não farão) nada disso porque simplesmente não se importam genuinamente, o intuito ali era apenas diminuir a vitória da comunidade, era apenas uma chance de marginalizar novamente os homossexuais, era a velha mania de apontar o dedo para o outro, pelo simples prazer de criticar.

Diante dessa análise eu vi que a relação que a homossexualidade tem na minha vida, na nossa vida de heterossexuais, é praticamente nenhuma. Afinal de contas, eu posso sair de mãos dadas com meu marido pela rua sem medo de ser agredida. Eu posso me inscrever para adotar uma criança sem medo de ser colocada no último lugar da fila – caso meu cadastro seja avaliado por alguém homofóbico – eu posso colocar minha foto beijando meu marido nas redes sociais e não irei sofrer nenhuma retaliação. Agora, uma pessoa que ame outra do mesmo sexo, que pague os mesmos impostos que eu, que acorde cedo todos os dias para conseguir seu sustento com a mesma dignidade que eu, que ajude o próximo como eu, que tenha uma conexão com a fé e a religiosidade (e não necessariamente com alguma religião) como eu tenho, essa pessoa que se diferencia de mim somente por sua opção sexual, ela não pode fazer nada do que eu posso sem se preocupar em ser ofendida, injuriada, agredida, marginalizada pela sociedade em que TODOS nós vivemos.

É a partir deste ponto que a homossexualidade passa a ter relação comigo: uma questão de cidadania, de amor e respeito ao meu semelhante.

Ninguém tem absolutamente nenhuma relação com a minha vida particular. Ninguém paga as minhas contas. Ninguém é melhor (nem pior) do que eu para me julgar. Da mesma forma que eu não sou melhor (nem pior) que ninguém para julgar, para interferir em sua vida íntima, para dizer com quem ela deve ser relacionar, amar, constituir sua Família.

O meu direito termina, no mesmo lugar onde começa o do outro.

Acho que usar argumentos religiosos é, no mínimo, obsoleto para defender a perseguição aos homossexuais. Dizem que uma das leis divinas fala o seguinte: “Amai-vos uns aos outros como a ti mesmo”. Embora eu não professe de nenhuma religião (por não conseguir me convencer para aceitar de modo inquestionável os dogmas impostos por elas) simpatizo com essa frase.

Portanto, busco ser alguém que ama o próximo, que respeita, que pratica o bem, que não mente, não rouba, não ofende, não maltrata, que busca Deus muito além das paredes de um local intitulado santo. Para mim, fé no sobrenatural é fé na vida, naquilo que não é visto com os olhos, mas sim, sentido com o coração.

Eu tenho a minha própria crença, minha própria fé e sou regida acima de tudo pelo Amor.

Portanto, não julgarei o meu semelhante por sua opção sexual, eu o amarei como a mim mesma, porque o Amor é a forma mais pura e genuína de encontrarmos a paz.

Que no mundo haja mais amor e menos ódio.

Que busquemos mais a paz e fomentemos menos guerra.

Que saibamos evoluir junto com a sociedade, junto com o tempo no qual vivemos, século 21.

Luz na nossa caminhada.